A Câmara dos Deputados aprovou em 27/05/2026 a PEC que decreta o fim da escala 6×1 em dois turnos, mas o texto ainda depende de apreciação pelo Senado, que deve acontecer nos próximos meses.
A proposta aprovada estabelece jornada máxima de 40 horas semanais, em cinco dias de trabalho e dois de descanso, sem redução salarial.
Diante da sensibilidade do tema, foi elaborada uma regra de transição: 60 dias após a promulgação da PEC deverá ser implantada a redução da jornada para 42 horas semanais e entrada em vigor dos 2 dias de folga; somente após 14 meses da promulgação, haverá a redução da jornada para 40 horas.
Empresas que dependem de operação contínua precisam começar os estudos sobre o tema.
É importante perceber que o eventual fim da jornada 6×1 não se trata, meramente, de troca de escala. A mudança pode envolver custo, produtividade, quadro de pessoal, horas extras, banco de horas e negociação sindical. Haverá um grande impacto ainda em controle de ponto, descanso semanal remunerado, domingos, feriados, clima interno e saúde ocupacional.
A resposta adequada exige governança. Para tanto, será necessário um trabalho conjunto: Jurídico, RH, compliance, finanças, liderança operacional e saúde e segurança devem atuar de forma integrada.
O primeiro passo é mapear áreas que atuam na escala 6×1 e medir o impacto operacional e financeiro para a adequação. Posteriormente, a empresa deve simular alternativas: escala 5×2, reforço de equipe, turnos, 12×36 e negociação coletiva.
A mudança ainda não está em vigor, mas a empresa pode atuar de forma preventiva e avaliar se será necessário revisar contratos, políticas internas, controle de jornada e acordos de compensação.
Empresas que se anteciparem terão mais segurança, menos conflito e maior capacidade de adaptação. No fim, o debate sobre a escala 6×1 reforça uma tendência: jornada, saúde, produtividade e compliance trabalhista precisam ser tratados como temas de governança empresarial.
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